18 de outubro de 2010

A primeira lição a ser aprendida nesta nova fase.

"É sempre amor mesmo que mude."
estava escrito no postal estrangeiro, que ele acabara de entregar a ela.
ela sorriu como nos tempos de outrora e sabia que iria guardar aquilo como quem eterniza um momento.


(por causa da luz que o sorriso dele emana, os últimos posts tem sido pequenos, porém intensos - como aquela luz que não se apaga, como o amor que não morre - mesmo que mude).

14 de outubro de 2010

Devaneios teus ou meus? Não importa.

só queria que fossem verdades.

9 de outubro de 2010

sobre a vida

É que ando meio perdida.

E já dizia o sábio: perder-se também é caminho.

4 de outubro de 2010

devaneando*




"[...] eu amei.
amei demais.
nos bons dias ainda amo,
debaixo da pele,
dos sorrisos e no fundo dos olhos escuros.
ainda amo, desesperadamente.
como a primeira vez.
nos dias que a efervescência raivosa do sol interfere,
amo com o ódio que me resta, com rancores carinhosamente guardados.
como a última vez.
olhando as fotografias desgastadas pela saudade,
sinto não ter vontade de voltar no tempo.
mas escapa uma lembrança de canto de boca,
lembrando como era agradável ter os risos e as raivas.
no primeiro sábado do mês que é meu,
eu abro a janela e espalho a saudade pelo quarto que é nosso.
e vou viver com a música que tua voz canta."

11 de maio de 2010

Cortes na pele

querer fazer tudo sozinha é desgastante.
mas admitir a fraqueza, dói.

30 de julho de 2009

Você é linda, mais que demais





Você É Linda
Caetano Veloso
(Obrigado, Caetano, por nos presentear com tanto talento.)

Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás

Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim

Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir

No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer

Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim


Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal


Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz

25 de abril de 2009

em um copo, os lamentos.

é, eu lamento.
no fim de noite, no fim de semana, no fim da música, no fim da chuva.
lamento com os pés apertados no sapato, com o olhar firme, com o rímel intacto, com o batom intocado.
lamento com as poças cheias de água da chuva, lamento pelas nuvens escurecendo o céu, lamento pela rua ainda que cheia, com um um ar de solidão.
lamento pelos passantes, os anônimos, os conhecidos, as pessoas.
lamento com o copo vazio, a garrafa pela metade.
lamento pela estação trazer o cinza, ainda que necessário, para regar as novas mudas.
eu lamento olhando o longe, de longe e brindando assim, todos os seus lamentos.

5 de março de 2009

num desses finais de semana


troque a pilha da boneca - já dizia ela, enquanto o choro rodopiava nos ares da noite e os copos ficavam vazios na mesma velocidade que o lugar ganhava cores vivas.

28 de fevereiro de 2009

causos.



aquela velhinha deveria ter razão.
aquela cena não era a cena mais comum de se ler nas histórias de hoje em dia. não era causo pra ser fofocado em calçada, nem prosa pra ser dita na boca do dono do bar. era coisa estranha de se ver com essa ruma de coisa perdida que anda acontecendo por esse mundo de meu Deus.

a velhinha vinha observando de longe aqueles dois, sentados bem ali, naquele banco de praça no meio do pátio da escola. caminhou como quem não quisesse nada mas na verdade, queria ver de perto, isso sim. eles não perceberam quando ela passou.
mas ela passou.

passou olhando admirada, como quem vê o mar pela primeira vez ou como quem pode reviver alguma boa lembrança antiga. olhou em silêncio e viu aqueles dois, carregando no brilho dos olhos o reflexo do sorriso do outro. a velhinha não observou as damas que eles jogavam mas a forma como as mãos procuravam encontrar a paz do outro. a velhinha quis prestar atenção no que diziam mas havia pausas para beijos e sorrisos a todo instante.

ao identificar naquela cena muito das suas histórias vividas, a velhinha resolveu passar na frente deles, de novo. enquanto um pensava mais na forma de roubar um beijo do outro do que numa tática para ganhar o jogo de damas, a velhinha passou chamando a atenção deles e como quem elogia a vida sem medo do que pode acontecer amanhã, disse:

- O amor é lindo!

a velhinha causara um enorme sorriso neles, fazendo - os perceber que instantes como estes, caminham de braços dados com a eternidade e com a sensação de felicidade, sempre ingente. e embora, minutos depois eles tivessem que se separar, a velhinha sabia que tinha presenciado uma coisa boa de se ver e de se viver, e estava feliz por saber que até hoje em dia, coisas assim acontecem - perdidas em um canto longe do mundo - mas acontecem.

a velhinha estava feliz por isso.

talvez se não houvesse distância e não houvessem contratempos, eles pudessem estar juntos até agora disfrutando desses causos de novela que a vida insiste em presentear. só não estão juntos porque como na natureza, essas coisas tem seu tempo. a velhinha, por viver muito desses causos, sabe disso. e sabe também que a próxima vez que encontrá-los o sorriso e o brilho nos olhos ainda serão os mesmos e assim, mais uma vez ela vai poder observá-los de perto, relembrando com alegria o que pode viver um dia.

e quando esse dia chegar, um deles supreenderá a velhinha dizendo: o meu amor é lindo!

20 de fevereiro de 2009

365 dias


samba e amor até mais tarde.

4 de fevereiro de 2009

débito ou vencimento?

feliz e triste
+ triste e feliz
____________



= saudade.solidão,olhardistante,
nónagarganta,apertonopeito,
amor,,,,demuito.

1 de janeiro de 2009

desejos.

o primeiro dia do ano começa pela metade.

acordei com o calor do sol entrando pela janela, deixando o quarto como um forno pré-aquecido.
depois ela veio e me beijou na face desejando um feliz ano novo. desejei o mesmo, mas com ela sempre do meu lado. mesmo com as chatices que tanto amo.

acordei e dei um sorriso e uma baita espreguiçada para a vida. é, essa mesma vida que me mata, me dá mais ânsia de viver e sair por aí, roubando os sentimentos das pessoas. os bons, de preferência. pulei da cama e caí no banho, os cabelos estavam embaraçados, a festa de ontem rendeu. rendeu misturas alcóolicas estranhas, que por sua vez, renderam algumas voltas no estômago. coisa fraca demais para quem gosta de fazer da jaca, a pantufa. porém, coisa forte demais para o início do ano.

lavei os cabelos, os olhos, o corpo mas a alma continua um pouco passada. precisa de água salgada para limpar-se. água do mar. o mesmo mar que banhará teus pés e as almas daqueles que estão espalhados por aí. então, não se espante se algum pedaço de mim, enroscar entre teus dedos. foi proposital. só não me jogue fora. leve-me contigo. assim te prometo alguma forma de riso e um carinho quando necessário. ou um esporro.

sutilezas a parte, é melhor ir caminhando enquanto o dia não termina e enquanto a primeira macarronada de 2009 me espera numa mesa bonita, trazendo as velhas sensações batidas que nunca serão tarde demais para serem sentidas novamente. 2009 tem que começar assim, olhando com os olhos de criança as melhores verdades do cotidiano.

2009.


feliz.

7 de dezembro de 2008

caminhos.




caminhei pela noite, trocando os passos na rua com calçadas e pedras altas. caminhei pela noite, no trilho do trem, equilibrando os desejos versus os sentimentos ruins. caminhei pela noite, segurada pela garrafa e pelo copo.caminhei pela noite, com o cheiro do peixe, do porto, da cidade. caminhei com o calor da cidade, em uma das noites de verão. caminhei olhando para a frente e trocando passos com as lembranças. caminhei com cabelo atrapalhando o sorriso e escondendo o olhar vago. caminhei entre seus braços vazios e a rua cheia. dancei pensamentos, risos e tristezas. e resolvi voltar a caminhar. e caminhei o sufuciente para ser mordida...pelo diabo.

4 de dezembro de 2008

água;

muito, muito calor na cidade que não é minha.
cabelos longos que grudam no pescoço, suor que nasce na face, dose de irritação, punhado de magnetismo, vontade de cair numa piscina
.
.
.
.

sem roupa, sem pele, sem sonhos, sem anseios, sem preocupações, sem futuro nem passado.

27 de novembro de 2008

lá.


Novos ares na cabeça, entre os cabelos e os sorrisos. O sol da cidade desconhecida faz bem à pele pouco bronzeada. O céu azul da cidade grande, traz alegrias ao sentido. A areia branca da praia não visitada, escorrega pelos pés finos. O desconhecido faz bem à alma e deixa saudade no coração. E no olhar, fica a vontade de voltar e se perder por lá.

13 de novembro de 2008

mas eu não entendo.

ela, sempre feliz - como dizem por aí.




mas onde está o Lexotan que coloquei aqui para tomar junto com a wodka?

1 de novembro de 2008

leve desespero.



e por um segundo, eu precisei de você mais do que deveria e quis mais do que tudo, ter seus braços ao meu redor.

nó.


noite dessas de pensamentos, devaneios, quereres e insônia.
o que eles querem me dizer, eu nunca consigo perceber ao certo, ainda mais quando a janela fechada proíbe a passagem do vento, ao quarto, aos papéis, aos rascunhos e ao coração.

deveria acreditar que tirei a sorte grande, que é mais um nó do destino ou que não passa de mais uma outra noite de insônia e quereres?


" Brilho, festas, plumas, flashes
Mas eu fiquei deserta
Diante das grades abertas
Depois virei vento, terra, água e nunca fogo
Signo que não combina com o meu
Terra para pés no chão
Água para salvação
Vento para me levar de ti
Fogo para o coração. "

Simona Talma, Eu te peço um verso.

25 de outubro de 2008

Anunciação


na verdade, eu não sei o que houve. só senti o baque do meu corpo encontrando a poeira do chão, mais uma vez.e como de costume, adorei voltar ao chão.abri os olhos e vi o tamanho da deliciosa queda, depois senti o corpo todo doer, ossos do ofício. levantei, sacodi a poeira e continuo o caminho. lembro de poucas coisas, pequenas e inesquecíveis demonstrações de afeto que recebi antes da queda. coisinhas que aparentemente tão insiginificantes, me tornaram mais forte e preparada pro amanhã.algumas ligações estancaram o sangue dos ferimentos. e eu nem tinha pedido, pura gentileza do destino que além de me curar, me trouxe sorrisos num sotaque distante.os devaneios continuam sem parar e eu também. os sorrisos não cessam, assim como o olhar distante. o futuro incerto bate na porta, como quem me chama pra dançar frevo no meio da rua, sem medo, sem vergonha e sem prudência. e como quem não tem nada a perder, de novo faço apostas caras, coloco em jogo a alma e os sentimentos com um sorriso largo de quem tem o mundo a ganhar.