O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.
5 de outubro de 2008
2 de outubro de 2008
17 de setembro de 2008
Versos de Carine Morandi
Recebi no meu Orkut o trabalho singelo e belo da poetisa e escritora Carine Morandi.
Gostei e achei de bom feitio publicá-lo para aqueles que por aqui navegam.
Os seguintes versos são de simplicidade tão tocante que têm uma beleza imanente: a beleza da simplicidade em si. Servem para acalentar a alma e dar força para caminhar.
Site da Carine Morandi:
http://carinemorandi.blogspot.com
Comunidade no Orkut
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=36824749
Gostei e achei de bom feitio publicá-lo para aqueles que por aqui navegam.
Os seguintes versos são de simplicidade tão tocante que têm uma beleza imanente: a beleza da simplicidade em si. Servem para acalentar a alma e dar força para caminhar.
Já não quero ser grande, forte, inatingível.
quero ser, por hora, de um tamanho que
eu ainda me reconheça, que ainda saiba
me encontrar no passado ou um dia no futuro.
Quero ser humana, quero ser carne e osso,
quero sentir, quero tocar... quero poder
ser isso que sou na medida qualquer do tempo,
estar sempre pronta a me recompor das tempestades;
Não devo estar tão errada...
Há tanta água no oceano que se deixa evaporar
pelo único prazer de voltar a ser uma gota de chuva
Site da Carine Morandi:
http://carinemorandi.blogspot.com
Comunidade no Orkut
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?c
9 de setembro de 2008
vento ventania.

e eis que em mim tem muito mais de você, mais do que eu esperava.
não tem silêncios, tem aquele risinho contido no canto da boca e o olhar escondido embaixo da franja, que insiste ser escondido pelo vento que bagunça os cabelos.
naquele lugar há um vento que sopra com força, que mais cedo ou mais tarde, vai acabar me levando junto com ele e sem destino.
mal vejo a hora.
pra quê serve a música?

tem me feito um bem daqueles.
uso todo dia, cada vez a dose aumenta mais e a sensação de paz é ingente.
paz ou reencontro, seja lá o que for, eles sabem trocar a pilha da boneca com êxito.
eles? http://www.myspace.com/pretrovisor
(mas não conta pra ninguém, tá!)
31 de agosto de 2008
Vaqueiros do meu Brasil
http://www.flickr.com/photos/rspencer/213364658/)
Numa tarde bem tristonha
Gado muge sem parar
Lamentando seu vaqueiro
Que não vem mais aboiar
Não vem mais aboiar
Tão dolente a cantar
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
Bom vaqueiro nordestino
Morre sem deixar tostão
O seu nome é esquecido
Nas quebradas do sertão
Nunca mais ouvirão
Seu cantar, meu irmão
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
Sacudido numa cova
Desprezado do Senhor
Só lembrado do cachorro
Que inda chora
Sua dor
É demais tanta dor
A chorar com amor
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
E... Ei...
(Luiz Gonzaga e Nelson Barbalho)
Uma canção para aqueles que sabem a luta diária que os cavaleiros do Sertão enfrentam, carregando em seu peito amargura, incertezas, angústia e, sobretudo, muita esperança em dias melhores.
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Vaqueiro
21 de agosto de 2008
Mais quatro

Vejo-os passando
na rua.
Esse não tem chances de se eleger.
Esse também não.
Esse aí, menos.
Aquele ali... é, quem sabe.
Mas é engraçado,
não me identifico com nenhum.
Ei, você! Não me identifico com você!
Não me identifico com sua ideologia,
com seu jeito de falar, com suas roupas
com as pessoas que te apóiam
com suas causas,
com você enfim!
Por quê?
Você vai ganhar, eu sei.
E vai me representar.
(Quem disse que eu quero?)
A mim e a tantos outros.
Tantos outros que igualmente não se identificam com você,
mas que caíram nas besteiras que você fala.
E serão mais quatro anos.
Quatro anos...
Qua-
tro!
Por quê?
na rua.
Esse não tem chances de se eleger.
Esse também não.
Esse aí, menos.
Aquele ali... é, quem sabe.
Mas é engraçado,
não me identifico com nenhum.
Ei, você! Não me identifico com você!
Não me identifico com sua ideologia,
com seu jeito de falar, com suas roupas
com as pessoas que te apóiam
com suas causas,
com você enfim!
Por quê?
Você vai ganhar, eu sei.
E vai me representar.
(Quem disse que eu quero?)
A mim e a tantos outros.
Tantos outros que igualmente não se identificam com você,
mas que caíram nas besteiras que você fala.
E serão mais quatro anos.
Quatro anos...
Qua-
tro!
Por quê?
18 de agosto de 2008
22 de janeiro de 2008
acordei assustada.
susto.
ao abrir a porta e olhar acasa arrumada, mesmo assim de longe, me assustei.
calçada com essas botas de cano longo e imundas - afinal minha caminhada é longa - esperava encontrar a mesma casa velha e casa, sempre casa.
tirei os sapatos e entrei como se pisasse em ovos para não fazer barulho, para não te acordar.
passei pela cozinha, cheirando a limpeza fresquinha.
a sala com as cortinas alvas, iluminava as flores no vaso, em cima da mesa.
o seu bilhete com aquela letra inconfundível.
ah, como sabia que eu estava voltando? o vento te disse, né?
o vento sempre me entrega.
passei pelo banheiro e entrei.
ao me olhar no espelho, susto.
embaixo da poeira grossa da estrada, ainda haviam meus olhos.
tristes mas eles estavam lá, ainda vivos.
sorri, como há muito não fazia.
cheguei naquele velho quarto, abri a porta devagarzinho...e me encontrei dormindo.
1 de janeiro de 2008
Espere Por Mim, Morena
Música de Luiz Gonzaga Jr., o Gonzaguinha, tocada pela banda de reggae de Brasília, Natiruts, numa versão "praia, sol e violão". Vale a pena conferir!
Espere Por Mim, Morena
Gonzaguinha
Tire um sono na rede
Deixa a porta encostada
Que o vento da madrugada
Já me leva pra você.
E antes de acontecer o Sol
A barra vir quebrar
Eu estarei nos seus braços
Para nunca mais voar.
Espere por mim, morena,
Espere que eu chego já
O amor por você morena
Faz a saudade me apressar.
Espere por mim, morena,
Espere que eu chego já
O amor por você, morena,
Faz a saudade me apressar.
E nas noites de frio
Serei o teu cobertor,
Quentarei o teu corpo
Com meu calor
Oh, minha santa, eu juro
Juro por Deus Nosso Senhor,
Nunca mais, minha morena,
Vou fugir do seu amor.
Espere por mim, morena,
Espere que eu chego já
O amor por você, morena,
Faz a saudade me apressar.
Espere por mim, morena,
Espere que eu chego já
O amor por você, morena,
Faz a saudade me apressar.
Tire um sono na rede
Deixa a porta encostada
Que o vento da madrugada
Já me leva pra você.
E antes de acontecer o Sol
A barra vir quebrar
Eu estarei nos seus braços
Para nunca mais voar.
Espere por mim, morena,
Espere que eu chego já
O amor por você morena
Faz a saudade me apressar.
Espere por mim, morena,
Espere que eu chego já
O amor por você, morena,
Faz a saudade me apressar.
Gonzaguinha
Tire um sono na rede
Deixa a porta encostada
Que o vento da madrugada
Já me leva pra você.
E antes de acontecer o Sol
A barra vir quebrar
Eu estarei nos seus braços
Para nunca mais voar.
Espere por mim, morena,
Espere que eu chego já
O amor por você morena
Faz a saudade me apressar.
Espere por mim, morena,
Espere que eu chego já
O amor por você, morena,
Faz a saudade me apressar.
E nas noites de frio
Serei o teu cobertor,
Quentarei o teu corpo
Com meu calor
Oh, minha santa, eu juro
Juro por Deus Nosso Senhor,
Nunca mais, minha morena,
Vou fugir do seu amor.
Espere por mim, morena,
Espere que eu chego já
O amor por você, morena,
Faz a saudade me apressar.
Espere por mim, morena,
Espere que eu chego já
O amor por você, morena,
Faz a saudade me apressar.
Tire um sono na rede
Deixa a porta encostada
Que o vento da madrugada
Já me leva pra você.
E antes de acontecer o Sol
A barra vir quebrar
Eu estarei nos seus braços
Para nunca mais voar.
Espere por mim, morena,
Espere que eu chego já
O amor por você morena
Faz a saudade me apressar.
Espere por mim, morena,
Espere que eu chego já
O amor por você, morena,
Faz a saudade me apressar.
Feliz 2008 e Aniversário do Blog
Bem, hoje se inicia mais um ano. Muitos soltam desejos no ar da boca para fora, muitas vezes para pessoas que mal conhecem e, portanto, somos quase levados a desacreditar esses desejos que recebemos de alguns.
Mas é com grande sinceridade que desejo a todos um feliz 2008 e que os votos de paz, saúde, felicidade, alegria, compaixão, serenidade, sabedoria e muito amor não fiquem apenas na carta enviada, na mensagem recebida pelo celular, no e-mail, enfim, no desejo: que ajamos para concretizar tudo isso que planejamos no final do ano passado e no início de um novo ano, deixando o egoísmo de lado e buscando sempre uma vida melhor coletivamente.
Além disso, é com grande emoção que digo que fazemos um ano de aniversário hoje!
Parabéns para o Recanto Taciturno também!
E que 2008 nos traga muito mais idéias à cabeça e amor ao coração.
Mas é com grande sinceridade que desejo a todos um feliz 2008 e que os votos de paz, saúde, felicidade, alegria, compaixão, serenidade, sabedoria e muito amor não fiquem apenas na carta enviada, na mensagem recebida pelo celular, no e-mail, enfim, no desejo: que ajamos para concretizar tudo isso que planejamos no final do ano passado e no início de um novo ano, deixando o egoísmo de lado e buscando sempre uma vida melhor coletivamente.
Além disso, é com grande emoção que digo que fazemos um ano de aniversário hoje!
Parabéns para o Recanto Taciturno também!
E que 2008 nos traga muito mais idéias à cabeça e amor ao coração.
20 de dezembro de 2007
A grande solidão
Sozinhos nascemos. Sozinhos morreremos.
Assim é, assim sempre será.
E morrer, como todos sabem, é uma grande chatice. Algo que não se evita, infelizmente, nem malhando em academia e deixando de fumar. O ruim da morte é que evita a continuidade de nossos queixumes e esperanças.
Mas tem sim, uma coisa pior que a grande e afiada foice. É a morte em vida.
Aquela que permitimos, autorizamos, mas não deixamos rolar.
Me refiro, denuncio, essa morte estúpida e cotidiana de nada fazermos para romper a solidão. A minha, a sua, a de todos nós.
Custa pegar o telefone? Custa tanto assim abrir a porta? Custa algum dinheiro irmos ao encontro do outro?
Custa sim. Custa tanto que poucos fazem, preferindo se encapsular, como disse Fernando Pessoa, em sua própria cabeça.
Me refugio em meus pensamentos e excluo o Outro de meu mundo. Simples assim. Cruel assim. Meio masoquista, meio sádico.
Afinal, o Outro não me entende, compreende, me abraça.
Meus problemas são meus e ponto final.
Existe coisa mais estúpida que essa? Que tipo de animal somos nós que acha a solidão uma forma de defesa. Algum meteorito caiu sobre nossos genes e alterou nosso existir no mundo?
O que existe de tão terrível em abrir nossa alma, escancarar nosso coração, nos entregar a braços e corpos estranhos? Será que ser frágil e finito e humano é mesmo uma fraqueza?
Nós, esquisitos humanos, por meios culturais ou genéticos, conseguimos o que parecia impossível: sermos um organismo vivo que renega outro organismo vivo. Por isso colamos rótulos de inimigo na testa de quase todo mundo.
Mas a verdade é uma só e se sobrepõe a tudo: Se estou sozinho, estou morto. Orgulhoso zumbi.
É minha culpa, minha responsabilidade. Cabe a mim tomar uma providência já, agora. Será que sou capaz de fazer isso? Ou vou continuar esperando que o Outro tome a iniciativa?
Ulisses Tavares é o Outro, um cara igual a você. Idiota e solitário. Coisas de poeta.
TAVARES, Ulisses. A Grande Solidão. Revista Caros Amigos. São Paulo: Casa Amarela, n. 128, p. 21, nov. 2007.
14 de dezembro de 2007
no title.
10 de dezembro de 2007
Doce pétala, se vá

Dos telefonemas no meio da madrugada
Do seu sorriso que me alegra a alma
Dos seus olhos que me fazem parar
De você enfim, doce pétala da flor mais bela
Tantas vezes a mim mesmo prometi
Que iria me esquecer de você
E, no entanto, ainda não consegui
Quando a outro você estende a mão
E por ele seus olhos cantam de alegria
Ou quando seu perfume insiste em me perseguir
E eu me dou conta que não é você que está ali
Eu sinto tudo isso dentro de mim. E dói, dói demais
E mesmo assim, você nem imagina
O mal que tudo isso me faz
Sei que preciso me afastar de você
Mas como, se você já mora dentro de mim?
Como no meio da dança abandonarei meu par?
Isso é tão difícil de aceitar que dói desde já
Mas, ao deixar as emoções de lado
E começar a pensar bem, chego à temida conclusão
De que tenho que, enfim, largar sua mão
Mesmo sendo você tudo que eu sempre quis
Porque, no fim, tudo que quero é te ver feliz
Do seu sorriso que me alegra a alma
Dos seus olhos que me fazem parar
De você enfim, doce pétala da flor mais bela
Tantas vezes a mim mesmo prometi
Que iria me esquecer de você
E, no entanto, ainda não consegui
Quando a outro você estende a mão
E por ele seus olhos cantam de alegria
Ou quando seu perfume insiste em me perseguir
E eu me dou conta que não é você que está ali
Eu sinto tudo isso dentro de mim. E dói, dói demais
E mesmo assim, você nem imagina
O mal que tudo isso me faz
Sei que preciso me afastar de você
Mas como, se você já mora dentro de mim?
Como no meio da dança abandonarei meu par?
Isso é tão difícil de aceitar que dói desde já
Mas, ao deixar as emoções de lado
E começar a pensar bem, chego à temida conclusão
De que tenho que, enfim, largar sua mão
Mesmo sendo você tudo que eu sempre quis
Porque, no fim, tudo que quero é te ver feliz
11 de novembro de 2007
é mesmo tudo sempre igual.
30 de outubro de 2007
oh.
7 de outubro de 2007
Soneto do pai mau poeta
A menininha observa o pai a trabalhar
Durante horas, trancado em seu aposento
Com a máquina sem parar um só momento
"Tec, tec, tec", na sala vazia a ecoar
Até que a menina, sem titubear
E com os olhos deveras curiosos
Ao perceber movimentos mais morosos
De seu pai, resolve lhe perguntar
- Pai, por que ficas nesta sala fechada?
Por que te escondes? Ela é tão fria!
Acaso és alguém de grande relevo?
- Qual! Filha, eu apenas escrevo
Passo o dia a escrever poesia
Sou mau poeta e mais nada
Durante horas, trancado em seu aposento
Com a máquina sem parar um só momento
"Tec, tec, tec", na sala vazia a ecoar
Até que a menina, sem titubear
E com os olhos deveras curiosos
Ao perceber movimentos mais morosos
De seu pai, resolve lhe perguntar
- Pai, por que ficas nesta sala fechada?
Por que te escondes? Ela é tão fria!
Acaso és alguém de grande relevo?
- Qual! Filha, eu apenas escrevo
Passo o dia a escrever poesia
Sou mau poeta e mais nada
25 de agosto de 2007
Lado B.
Nada de ruim, nada de ruim.Como um mantra.
Me faltam braços, pernas.Me falta ar.
Queria estar aí, mesmo de certa forma já estando (mais do que deveria).
Então você me acha aqui.Sempre.
Me faltam braços, pernas.Me falta ar.
Queria estar aí, mesmo de certa forma já estando (mais do que deveria).
Então você me acha aqui.Sempre.
3 de agosto de 2007
Ai se Sêsse
Se um dia nós se gostasse;
Se um dia nós se queresse;
Se nós dois se empariásse;
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pedro não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulice?
E se eu arriminasse
e eu cum tu insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse ?...
Tarvez que nós dois ficasse
Tarvez que nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôda fugisse
Se um dia nós se queresse;
Se nós dois se empariásse;
Se juntinho nós dois vivesse!
Se juntinho nós dois morasse
Se juntinho nós dois drumisse;
Se juntinho nós dois morresse!
Se pro céu nós assubisse?
Mas porém, se acontecesse
qui São Pedro não abrisse
as portas do céu e fosse,
te dizê quarqué toulice?
E se eu arriminasse
e eu cum tu insistisse,
prá qui eu me arrezorvesse
e a minha faca puxasse,
e o buxo do céu furasse ?...
Tarvez que nós dois ficasse
Tarvez que nós dois caísse
e o céu furado arriasse
e as virge tôda fugisse
Ai Se Sêsse
Zé Da Luz (1904 - 1965)
--------
Ouça: Cordel do Fogo Encantado - Ai se Sêsse
2 de agosto de 2007
Saudade, meu remédio é cantar
Qui nem jiló
(Humberto Teixeira - Luiz Gonzaga)
Se a gente lembra só por lembrar
De um amor que a gente um dia perdeu
Saudade entonce assim é bom pro cabra se convencê
Que é feliz sem saber pois não sofreu
Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade entonce assim é ruim eu tiro isso por mim
Que vivo doido a sofrer
Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz doer e amarga que nem jiló
Mas ninguém pode dizer
que vivo triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar
Saudade, o meu remédio é cantar
Para ouvir esse clássico da música brasileira, clique aqui.
Uma pequena homenagem a Luiz Gonzaga, que, para nossa infelicidade, há exatos 18 anos falecia, e que sabia retratar bem o amor de um sertanejo.
Gonzagão, tu és imortal. Somos eternamente agradecidos por ter fortificado nossa identidade cultural.
Para mais informações acerca do Rei do Baião, acesse: www.luizluagonzaga.com.br.
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